Para a eletrificação ser real importa que se adjudique a obra a um empreiteiro (de qualidade) e isso implica abrir um concurso pela IP. Adjudicada a obra, importa que o contrato que lhe serviu de base tenha sido feito com todo o cuidado, prevendo a data de conclusão e entrega da obra (e não é o mesmo Janeiro de 2020 ou Dezembro do mesmo ano), o acompanhamento qualificado da mesma, medidas a tomar caso o empreiteiro não cumpra e aqui, mais importante do que as sanções, são as alternativas como por exemplo a entrega rápida a outro empreiteiro, não vá suceder o mesmo que na electrificação entre Caíde e Marco.
Ao mesmo tempo e noutro plano, importa que a CP adquira material circulante moderno (com instalações sanitárias) e assim igualmente abra um concurso, acompanhe a sua execução e preveja medidas alternativas para o não cumprimento do contrato. Assim sucederá? É aqui que a opinião pública, e com ela, nomeadamente, as autarquias locais, tem um papel da maior importância. Isto não é assunto apenas da IP e da CP, é assunto que nos diz respeito, pois é para nós cidadãos utentes que as obras e a aquisição de material circulante serão feitas.
O nosso papel é, antes de mais, informar e assim faremos. Não é tarefa fácil quando quem tem a informação não a disponibiliza de modo claro, completo e fácil. O Alto Minho não pode ficar para trás numa linha que para sul é dupla e está electrificada (Nine-Porto) e para Norte (na Galiza) está electrificada e, em grande parte, tem já auto-estradas ferroviárias.
(Em Diário do Minho)
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