quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Guerra ou paz?

Ouve-se dizer, frequentemente, que já estamos em guerra ou que vem aí uma guerra. Com isso quer-se dizer que os tempos de paz que vivemos desde o fim da II Grande Guerra em 1945 (há mais de 70 anos) acabaram ou estão prestes a acabar. E há quem diga isto naturalmente como se fosse uma solução para os problemas que actualmente vivemos. Tenhamos juízo! 

Se um dia (e esperemos firmemente que não) houver uma nova Grande Guerra, os vindouros dirão que vivemos nestes últimos 70 anos um período de ouro na nossa história, pois os horrores de uma guerra de largo âmbito nos dias de hoje são inenarráveis, dados os meios bélicos que existem.

O que aconteceu até agora com as Torres Gémeas nos Estados Unidos, os atentados em Madrid, Inglaterra e França, bem como as guerras do Médio Oriente serão coisas menores (ínfimas) perante o que sucederia numa guerra mundial. Já se imaginou o que é lançar bombas atómicas que estão armazenadas e só esperam por uma loucura dos homens para serem disparadas? Já se imaginou bem os efeitos de outras armas horrorosas que os países já inventaram ou estão a inventar? Pensemos um pouco.

E haverá loucos, perguntar-se-á, que desencadeiem um tal horror? A meu ver, não estamos de nenhum modo seguros. Veja-se o perfil de altos líderes políticos em exercício ou candidatos e tema-se muito não só o que dizem, mas o que não dizem, mas pensam. Veja-se com preocupação os problemas que atravessa a nossa Europa. Veja-se o que se tem passado no Médio Oriente. Tema-se uma profunda e generalizada crise económica ou o colapso de grandes países como a China ou a Índia. O pior é possível…

É nosso dever como cidadãos do mundo lutar com todas as forças pela paz. E desde logo contra aqueles que aceitam como inevitável uma guerra como nunca houve até hoje. Estejamos sempre do lado da paz e trabalhemos incessantemente por ela.

P.S.: Os incêndios destes primeiros dias de Agosto de 2016 no nosso país dizem-nos bem do mal que acontece e que poderia ter sido evitado. Houvesse uma boa política florestal, cuidando devidamente das florestas e matas durante todo o ano, houvesse uma política criminal eficaz e eficiente que pusesse de quarentena (em termos jurídicos a estudar devidamente), na época de fogos, os pirómanos e tudo seria muito diferente!

(Em Diário do Minho – texto revisto depois de publicado)

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