Já tive opinião diferente, mas mudei quando me dei conta da importância das propinas para o financiamento das instituições de ensino superior.
É certo ainda que não deverá haver apenas duas categorias de estudantes, ou seja, "os ricos" e "os pobres". Deverá também ser tida em conta uma classe média com direito a propinas mais baixas do que as normais.
Não seria difícil escalonar os alunos, tendo em conta o rendimento das respectivas famílias desde que houvesse cuidada avaliação dos rendimentos, podendo e devendo ter aqui as próprias instituições uma palavra, pois sabemos como estudantes que não precisam de ajuda sabem contornar os serviços de finanças.
Uma atenção especial deveria ser dada também aos estudantes trabalhadores que querem frequentar o ensino superior e não têm rendimentos elevados.
Uma situação de injustiça acontece também, actualmente, no transporte ferroviário. Para além de haver utentes que os utilizam sem pagar, sem que se perceba bem a razão, entendo que não basta ter mais de 65 anos para passar a pagar metade do valor do bilhete.
Também aqui deveria distinguir-se utentes com mais de 65 anos que não têm recursos financeiros daqueles que têm recursos acima da média. Até seria de admitir que os utentes de mais de 65 anos tivessem um desconto para incentivar a utilização do transporte público, mas então teriam apenas um incentivo e não o pagamento de apenas metade. O pagamento de metade do bilhete deveria ser reservado para quem provasse, através das Finanças, ter rendimento inferior a determinado valor.
Tudo o que acabei de escrever pode ser contraditado com bons argumentos, mas esta é, neste momento, a minha opinião.
(Em Diário do Minho, 16/01/19)
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