quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O rápido Travagem-Braga

Numa viagem feita ontem, o comboio das 17h15 Porto-Braga, apresentado pela CP como comboio rápido entre Porto e Braga, saiu completamente cheio do Porto (São Bento) com pessoas em pé. Em Campanhã entrou muito mais gente e só na porta mais próxima do lugar onde me encontrava, entraram cerca de 30 pessoas. Mais de 100 em toda a estação, seguramente.

Em Contumil praticamente não houve entradas nem saídas. Em Rio Tinto saíram cerca de 10 pessoas pela porta que acima referi. Em Águas Santas  Palmilheira saíram algumas pessoas. Em Ermesinde saiu muita gente, como de costume, mas, mesmo assim, o comboio continuou cheio com muitas pessoas em pé.

E assim chegou o “rápido” ao apeadeiro de Travagem, que é um local que faz jus ao nome, porque quase não tem movimento e só serve para demorar a viagem. A partir da Travagem o comboio é mais rápido, porque pára menos. A paragem de São Romão era quase desnecessária.

Na Trofa saíram muitas pessoas, mas o comboio continuou com lugares em pé. Lousado é uma paragem com pouco movimento. Em Famalicão saiu, como é habitual, muita gente, mas o comboio continuou cheio. Porque saí em Famalicão não acompanhei o resto da viagem, mas a maior parte dos passageiros destinava-se seguramente a Braga.

Temos assim um comboio rápido que não é rápido nem cómodo. Para ser rápido e cómodo este comboio deveria parar apenas no Porto (São Bento), Porto (Campanhã), Trofa, Famalicão, Nine e Braga. As pessoas que viajam entre Ermesinde e Porto deveriam ter direito a comboio próprio, fazendo apenas esse trajecto.

Muito mais gente andaria de comboio se o percurso entre Porto e Braga demorasse, como devia, entre 30 a 40 minutos. E bastariam certamente 30 minutos se não houvesse um estrangulamento na linha entre Contumil e Ermesinde. Há largos anos que se fala em alargar a via nesses sete (apenas sete) quilómetros de afunilamento. Um investimento sempre adiado. E cidadãos muito passivos! 

(Em Diário do Minho, 27/09/18)

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