quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cuidado com a Meo!

Resumo (muito resumido) de um telefonema vindo da MEO há mais de um mês, enquanto estava a trabalhar.

MEO – Estivemos a estudar o seu caso e queremos que usufrua dos benefícios da fibra óptica, que tem condições para receber em sua casa e que tem enormes vantagens.

A pessoa (jovem) ao serviço da MEO enumera um largo catálogo de vantagens e respondo logo que abro mão de metade delas se me baixarem o preço do contrato que está em vigor sem a tal fibra. Digo que não preciso de tantos canais de televisão, nem de tantos gigas, interessa-me apenas a maior velocidade na internet de que falam.

MEO – Não podemos fazer o que pede. Faz parte do pacote! 

ACO – Diga-me, então, quanto vão custar essas enormes vantagens?

MEO – Quanto paga actualmente?

ACO – [cerca de] 72,00€.

MEO – A nossa oferta, que é muito mais vantajosa, vai custar-lhe apenas alguns cêntimos mais. Não chega a €1,00.

ACO – Tudo bem. E não há mais encargos? 

MEO – Não.

A instalação foi feita. Passado cerca de um mês recebo uma factura de €92,00. Ligo à MEO para o número de apoio ao cliente.

ACO – Bom dia. (apresentações e identificação). Minha senhora, disseram-me em telefonema que ficou gravado que não havia aumento significativo na passagem para a fibra ótica e agora, passado um mês, tenho de pagar mais €20,00?

MEO – Um momento, vou analisar. […]

MEO – O Sr. António não leu o contrato que lhe enviámos?

ACO – Como? Telefonam-me, gravam a chamada, disse que só aceitaria a mudança para a fibra óptica se não houvesse aumento significativo e agora mandam-me ler o contrato?

MEO – Pois…! Vou passar para (...).

ACO – Não passa nada! Não vou ficar aqui pendurado à espera para contar a história de novo a outro(a) colega. Ou resolve ou desligo e saberei como agir.

MEO – Mas…

ACO – Não insista! Ou me dá uma resposta ou desligo de imediato.

A operadora ficou de tomar conta deste assunto e telefonar para o número de telemóvel que me pediu, e lhe indiquei, no espaço de dois ou três dias. Aguardo e darei notícias!

P.S.: É duro o trabalho destas telefonistas que precisam de defender o patrão que lhes paga…

(Em Diário do Minho, 27/04/17)