Terça-feira, no Dia dos Namorados (mais uma invenção da sociedade do consumo que mete no mesmo saco namorados, casados e tudo o que sirva para fazer negócio), deparei com uma mãe e vários filhos na rua, já noite dentro, à procura de um membro da família.
Não pude ficar indiferente ao olhar triste de uma das crianças, perto dos 10 anos, agarrada ao casaco da mãe, que não queria conversa, queria o pai.
Como é isto, que mundo é este que acreditamos ter Deus na sua origem e no acompanhamento dia-a-dia? Como compreendo os ateus e agnósticos! E, no entanto, não pode ser assim. Este sofrimento não pode ser vão. Deus há-de reparar todo este sofrimento e só Ele o pode fazer.
Esse muito pouco é uma obrigação grave. Fazer o que estiver ao nosso alcance por um mundo melhor, com um pouco mais de alegria e um pouco menos de sofrimento, é o maior mandamento que temos.
P.S.: O Doutor João Carvalho, presidente do IPCA (uma instituição de ensino superior a que estou muito ligado pela participação na sua comissão instaladora, presidida pelo Professor Lopes Nunes), tem feito um trabalho notável, elevando-o a um alto patamar no nosso país e fora dele. Não esquecemos também o quanto tem contribuído para o conhecimento das finanças do poder local ao nível dos municípios e mais recentemente das freguesias. O Anuário Financeiro é uma publicação de relevo nacional e muito bem conhecida. Agora que o sofrimento lhe tocou violentamente à porta, tomou a decisão que bem gostaríamos que não tivesse de tomar. Obrigado, João Carvalho, pelo trabalho feito, lembrando também o tempo que estivemos juntos na Universidade do Minho!
(Em Diário do Minho)